Um.

Corro, paro, perco o folego, talvez por culpa dos cigarros.

Talvez por culpa do pulmão que foi trocado pelo coração, coração que anda podre.
Paro!Sento, ali mesmo no meio fio, quente, odeio o sol. Gosto do frio, do vento, o calor derrete, esquenta,amolece o coração, o peito, agente!
Volto a corrida, só que agora bem devagar, acendo um cigarro e vou andando.
Todos passam a minha frente, uns caem, todos loucos, vivos!
Eu continuo caminhando, fumando meu cigarro, de baixo do sol quente.
Fico soada, fico mole, fico fraca. Cheia de dor.
Sento, acendo outro cigarro, desisto! Não da corrida, mas de mim.

(Ouvindo: The Pretty Reckless)

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Ariela Venâncio. Tecnologia do Blogger.

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"Publicar um texto é um jeito educado de dizer “me empresta seu peito porque a dor não está cabendo só no meu.”

(Tati Bernardi)



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