Passei a gostar do cheiro.

Fui lavar o corpo depois daquele domingo imundo e agitado
Levei meus pecados, minha dores, alguns amores
Vi tudo aquilo descer pelo ralo, me limpando o coração.
Sai dali limpa, renovada, passei a gostar do cheiro
Me vesti, sequei os cabelos, me deitei e acendi um cigarro
Ao som de The Distillers, me conheci, agora eu era a única

Não havia mais sombras de outros nomes
Rostos, cheiros, sobreposições
Me havia, eu começava a gosta de existir
Mesmo ali no meu quarto a onde tudo tinha a minha cara
A onde tudo era eu, meu.
A onde só eu existia.

Gostei tanto de existir que agora me omito
Agora irei voar, me acalmar, irei morrer
Depois de tanta existência, nada melhor do que sumir.

Peguei meus cigarros, pus um Jeans rasgado
Meu ténis velho, mofado
E fui por ai. Existindo !
Rastejando, rasgando, alimentando minha alma.

Agora me sento, relaxo e morro para o mundo
Existir me toma tempo, pecados, crimes, me toma
Agora irei me deitar, sem me lavar
Quero o cheiro dos lugares, das pessoas
Vou acender um cigarro, como se eu nunca tivesse me ausentado.


2 Rabiscos de Outros:

Flor com Espinhos 12:07 AM  

é se lambuzando com o mundo q vamos existindo...

Helder 12:46 AM  

Olá!
Tem um selo pra você no meu blog!
http://heldr.blogspot.com/
Parabéns pelo blog, abraços.

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"Publicar um texto é um jeito educado de dizer “me empresta seu peito porque a dor não está cabendo só no meu.”

(Tati Bernardi)



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