Lhe roubaram de mim.

Hoje acordei num dia nublado, o sol mal brilhava, não havia pássaros nem beleza, tudo parecia estar morto, crescia em mim um vazio que nem mais os cigarros ocupavam, e a dor dessa vez era diferente, a dor era tão sincera que aliviava o peito enquanto o resto do corpo doía, doía tanto ao ponto de as lágrimas não caírem e meu corpo todo se contorcia, era triste.

Acordei olhei ao redor e descobri o motivo de toda essa dor, você havia partido como um desconhecido e nunca mais iria voltar, porque quem havia me tirado você era a vida que havia se acabado dentro de você.


{Ouvindo: Ben Harper}

Escape.


Querida Ana gostaria que você estivesse aqui. Tudo aqui anda pesado, doloroso, distante. Eu ando tentando manter os pés um pouco no chão, largar essa mania de achar que só serei feliz utilizando algum tipo de asa.
Algum tipo de escape, que me escapa sempre quando chego perto da linha da loucura.


Tentei segurar a realidade um pouco aqui dentro, tentei deixa-la fluir, mas sem querer a sufoquei. Se você soubesse o quanto é difícil para pessoas como eu, viver como se todos os dias fossem sábado à noite, essa rotina desorganiza minhas manias de organização.


Eu tenho que me impor limites, aqueles do qual só começam no fim da linha. Precisava um pouco de algum contra remédio, aquele contra o tédio.


Minha querida não existe solução.

{Ouvindo: Radiohead}

Ultimo Cigarro.

Todos os dias, recebo, recolho meu cacos como cartas de um desconhecido que me fala sobre amor, sento-me acendendo o que pra mim será o ultimo cigarro, como todos os outros últimos, na tentativa de estragar o pulmão para que o coração possa respirar, recolho suas cartas e as deixo perder letras, sem abri-las, sem nem ao menos ler. Agora nem mas fingir resolve, o que doí se vê até sem óculos.

Meus dias, enrolados por lençóis de tom duvidoso, aquele tom de amor que ainda não existe, enrolando minhas lágrimas, enroladas em todo esse amor que abastece cada câncer que tenho pelo corpo. Não vejo mais nada, estou cega e a muito tempo não sei qual é realmente a cor do céu, ele não é só azul.

Tento todos os dias me apossar de sua escrita, tentando assim ter você, mas todo aquele monte me acrescenta câncer, leio todas sem nem ao menos abri-las, e quando as leio estão todas em branco, nem mas a sorte nós ajudara, ou Satã nós alegra.

Agora nem mais fingir resolve, o que doí se vê sem óculos.

{ Ouvindo: - Lorena Chaves}

Ariela Venâncio. Tecnologia do Blogger.

Agora, Aqui !

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"Publicar um texto é um jeito educado de dizer “me empresta seu peito porque a dor não está cabendo só no meu.”

(Tati Bernardi)



De encontro.

Os Viciosos do Circulo.

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