Não me sirvo dentro de mim!


Parei um pouco de me ser, me ser sincera, de me ser justa , de me servir em mim.
Estou apertada aqui dentro desse corpo, não me entro mais, não me sirvo.
Não me caibo, nem por fora, nem por dentro. 
Quem me vê não me reconhece! Quem me conhece realmente nunca me vê!
Ando míope, o espelho é cego assim como eu, nós nem somos mas nós.
Erro nas palavras, no português, logo eu que só sabia isso, escrever.
Quem me procura nas palavras não acha, nem a escritora, nem o faz de conta.
Me perco facilmente, me perco todos os dias, não me acho com tantos eus dentro de mim.
Estou lotada, contaminada, sou aquilo que não se pode mais ser.
Estou suja de tantas fases e faces,de mim, que nunca se encontra, se perde.
Não me sirvo, não me calço, não me acho.
Queria as vezes não ser tão minha.


(Ouvindo: The Pretty Reckless)

Um.

Corro, paro, perco o folego, talvez por culpa dos cigarros.

Talvez por culpa do pulmão que foi trocado pelo coração, coração que anda podre.
Paro!Sento, ali mesmo no meio fio, quente, odeio o sol. Gosto do frio, do vento, o calor derrete, esquenta,amolece o coração, o peito, agente!
Volto a corrida, só que agora bem devagar, acendo um cigarro e vou andando.
Todos passam a minha frente, uns caem, todos loucos, vivos!
Eu continuo caminhando, fumando meu cigarro, de baixo do sol quente.
Fico soada, fico mole, fico fraca. Cheia de dor.
Sento, acendo outro cigarro, desisto! Não da corrida, mas de mim.

(Ouvindo: The Pretty Reckless)

Rascunho em um.

Me leve pra casa preciso descansar, ando cansada e lucida de mais esses dias.
Ando precisando perder um pouco desse meu bom senso, me embriagar como antes.
Ando querendo me perder um pouco, mas aqui mesmo dentro de casa, no meu quarto, na cozinha, ir na área e fumar um cigarro, sentir cada tragada como a ultima da minha vida.
Você não me ouve. Olá! Não consigo te escutar também.
Veja como estamos distantes, e eu sinto falta das trocas de cigarros e das noites nunca dormidas.
Ás vezes eu preferia estar perdida, a ter me encontrado em você. Isso me mata!
Mas o que adianta agora? Quero ir pra casa, quero deitar e chorar sozinha como antes.
Eu sinto, sinto a perda dos braços, das pernas, da mente, do ar, de você.
Mas nada adianta agora! Você pode me levar pra casa? Quero ver mamãe!
Olá, não consigo te ouvir, e você me ouve?
Eu sou uma mentira, uma mentira de olhos sinceros.
E você acreditou que eu possa ser tão podre e má como dizem? Você acreditou?
Agora vamos pra casa? Quero tirar os sapatos e deixa-lós pela sala.
Desculpe, perdão! Por ter andado tão lucida esses anos, meses, dias.
Mas eu havia me preocupado de mais, reclamado de mais, te amado de mais.
Quero ir pra casa!

(Ouvindo: The Pretty Reckless)

Are you sure?

- Chorar resolve? Resolve se eu beber até cair? Resolve se eu arrancar meu coração e o colocar numa geladeira? Pegar uma caixa e a recolocar no lugar? Alguém ai sabe do que eu digo?
Vou tentar lhes explicar, quando se tem algo instalado entre a garganta e o coração, as coisas começam a perder o sentido, esta tudo ali querendo sair, saia! saia!
Mas não a vida insiste em deixar tudo o que faz bem e mal no mesmo lugar, e não importa os porquê, porque ou por que, eles não iram responder o que eu tento explicar, sera que essas palavras conseguem fazer com que você sinta?
E o que tem de errado? Errar faz bem ás vezes para aprendermos, mas não me sinto bem, me sinto come se eu estivesse no chão, jogada, e alguém pisasse sobre meu peito com salto alto, e eu só escuta-se os gritos e barulhos de algo quebrando aqui dentro, a dor é insuportável, e você tem a todo momento que limpar os olhos para não embasar a visão já tão míope.
Ninguém me ajuda a levantar, me deixam jogada no chão, talvez eu mereça. A sensação não te mata, te deixa viva, olhe o cômico do mundo, a vida te joga, ela brinca comigo, '' É para você aprender'' alguém diz. Aprender o que? Que a felicidade esta mais distante do que se imagina, eu não quero morrer esperando, quero estar aqui de pé quando isso acontecer...


(Ouvindo: The Sacrament)

01

- Agora estamos presos a nossa liberdade, você poderá seguir com cautela, ou talvez recusar todas as dores e sorrir, estaremos livros na nossa própria prisão, na nossa grande e insignificante moradia, chamada amor.

Olhe, eles não nós dizem mas o que fazer, vá corra, não precisa mais me esperar, nem segurar minha mão quando eu estiver cansada, agora poderá dormir cedo, acorda tarde, vise-versa. A vida é toda sua, não somos mais um, somos dois, duas partidas, duas dores, dois corações, ira doer mais, talvez ira doer.

Não posso ficar por aqui desculpe, eu devo ir para o sul, ir para longe de você, a onde o frio tome conta de mim, e eu o aqueça com um café, um cigarro, um blues, um rock... Que eu o aqueça sozinha sem precisar de algum abraço, sem precisar da precisão de algo.

Concerte-se e respire sem o ar, ele te polui, ele anda cheio de efeitos contra o amor, respire por si só, que eu irei tentar respirar aqui mesmo em meio a tanta fumaça, a tanta nuvem. Mas posso me desculpar por nunca ter tirado minha capa? Posso me desculpar por não ter te deixado me conhecer? Depois de tanto tempo eu venho e te mostro o que não sou, mas você também mentiu, não foi?

E quem traiu dessa vez? Foi nosso amor, ele nós enforcou e eu pus essa corda achando que era apenas uma brincadeira, aquelas de criança, ''pular corda'' de tarde em algum fim de semana, eu tentei me faz feliz, tentei te fazer feliz, mas não deu, mas doeu.

Agora estamos livres na nossa própria prisão.

(Ouvindo: Don't Stop Dancing)

Eu deixo, eu amo!

Pode me ligar eu deixo, eu deixo também você me encher de beijos, eu deixo você gritar em público o quanto me ama. Deixo você me fazer rir até a barriga começar a rir junto.
Pode vim cheia de malicia, pode vim, chegando bem perto, eu te sentindo por completo.
Eu deixo você me morder, deixando marcas de uma semana.
Não precisa pedir permissão, eu deixo você levar minha vida e meu coração.

(Ouvindo: Kiara Rocks)


Somos uma tristeza inteira!

Eu quero colo, preciso de colo as vezes.
De que alguém venha, me puxe pelo braço e me leve para dançar, para beber um vinho, talvez, ou ao menos para fumarmos um cigarro. Eu quero vento quero algo tocando na pele, quero respirações fortes.

Precisava só um pouco mais de mim, as vezes um pouco menos de você... Mas isso não iria funcionar, de certo eu precise um pouco mais de mim, com muito mais de você. As vezes eu só queria que você me olha-se de volta nós olhos, me carrega-se no colo enquanto eu me derramava em dor, aquelas dores que só quem ama, um dia sentiu, dó de nós, felizes somos nós, mas só somos uma tristeza inteira. Porque a nós a felicidade nunca é plena, é ligeira, traiçoeira.

Eu queria um colo, porque eu não posso ter o mundo inteiro.
Não posso mas ter o seu amor por completo, eu sempre te vejo o dividindo com alguém.
Eu deveria realmente engolir todas essas lagrimas, mas é que elas que andam me engolindo.

Se torna as vezes impossível prende-lá... As vezes eu preciso segura-lá de uma forma, que acabo sorrindo. Mas o que eu mais queria fazer era chorar, mas eu não sou assim, eu não choro na frente das pessoas.
Só mesmo vocês os fortes.

Sinto tanto, peço tantas desculpas, por erros meus que são tão seus.
Meus crimes, já foram todos pagos. Todas as minha vidas foram acabadas... Toda a minha escrita  foi perdida, eu lhe dei tudo, lhe entreguei o meu mundo.

Eu só queria um pouco mais de carinho, eu só queria carinho de mais.


(Ouvindo: Foo Fighters - Best Of You)

Ariela Venâncio. Tecnologia do Blogger.

Agora, Aqui !

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"Publicar um texto é um jeito educado de dizer “me empresta seu peito porque a dor não está cabendo só no meu.”

(Tati Bernardi)



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