Apaga o Cigarro Inconformismo ? II


Calava-se encobrindo algum ser ainda não inabitável em si mesma
Comparando sua caixa velha com um freezer mal ocupado
Sem espaço, mal organizado, meio vulgarizado
A caixa que agora estava em recomposição, estava ocupada, tumultuada
De promessas velhas, amores antigos, dores novas, velhas, novas eram as mesmas
Todo esse espaço agora ocupado tinha um por que a falta da frieza que morava ao lado
Lhe trazendo sempre uma lágrima e um adeus solitário.
Matutava os pés, o corpo de encontro a parede molhada e suja
Deixava a hora flutuar sem ao menos existir ali naquele lugar
De tudo que ela fazia, nada adiantava a caixa continuava vazia
Por mais que ela queria a caixa ainda a dominava
Não serviu de lição joga-lá contra o fogo
O fogo de nada adiantou, sem sentimentos bobos
Sem meias furadas, nada de calor no corpo ou amores loucos
Tudo passava rápido, nada tinha importância, nada tem importância
Ela não é mais criança, mesmo quando vai ver a avó no Goiás
Sabe que o tempo não volta atrás

A comparação continuava sempre se tratando sobre a caixa
Que cabia de tudo, mas de nada gostava.
A caixa apenas pulsava pra mostrar que ela a dominava
Pra dizer se não, pra dizer que sim sem nenhuma organização
Ela jogava a caixa de um lado pro outro.. para mão de desconhecidos
Ou de amigos bobos, a caixa até que gostava, gozava, mas pra caixa isso não a animava.
A caixa não era talvez tão freezer, essa comparação não a valorizava
Ela talvez amava ou era a caixa que a manipulava
A caixa servia como contra mão, apoiando-a dando proteção
De coração ela não tinha mais nada, agora ela servia como aliada
A caixa dentro dela, e ela fora da caixa
A caixa tinha seus pertences que na caixa eram guardados com maior cuidado
Os pertences só serviam se no reflexo a encontravam
Não tinha esforço ou outro meio gosto, não se gosta de ninguém que te devolva o oposto
Entre certo ou errado tão pouco importava de nada cabia na caixa
Filha de uma puta mal organizada
Nem oposto ou verdade, coisa mal falada
Tinha-se uma lista, de apoiar-se, amar-se, adorar-se, apaixonar-se, odiar-se
Nessa ordem de trás pra frente do espelho, melhor que ser Orfeu, melhor que dor de dente
Ela e a caixa eram sempre aliadas, mas a culpada da dor sempre era a caixa
A caixa servia como contra mão, apoiando-se dando proteção
De coração ela não tinha mais nada, agora ela servia como aliada
Já que a caixa não era a única que de nada gostava.

- Ouvindo: Moveis Coloniais de Acaju- Aluga-se-vende-moveis coloniais de acaju.

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Ariela Venâncio. Tecnologia do Blogger.

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(Tati Bernardi)



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